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» Auto-estima e o fator Motivacional: Qualidade de vida no trabalho.

Pra início de conversa, vamos destacar o que é Auto-estima. A Auto-estima é a opinião e o sentimento que cada um tem por si mesmo. É ter consciência de seu valor pessoal, acreditar, respeitar e confiar em si.

Quando unificamos a auto-estima com o amor-próprio, sanamos qualquer tipo de eventualidade adversa à normalidade que possa vir a ocorrer, isto é, doenças emocionais, tristezas, angústias ou sensações de mal-estar simplesmente desaparecem, uma vez que, enviamos para nosso cérebro somente mensagens positivas e agradáveis e este por sua vez as liberam em nosso organismo.

A auto-estima é formada na infância, geralmente até os 7 anos de idade, quando começamos a criar e estabelecer nossa própria personalidade. Entretanto, qualquer eventualidade desagradável que ocorra neste período, poderá afetar a auto-estima quando adultos.

Alguns dos fatores que levam a perda da auto-estima são: frustrações, decepções, situações de perda, ou quando não se é reconhecido por nada do que fazemos. Aqui chegamos a um ponto crucial que necessita ser ressaltado.

Em nosso dia-a-dia nos deparamos com situações que muitas vezes nos deixam extremamente aborrecidos, estressados e até mesmo agressivos, e diante dessas situações nos perguntamos, como agir para evitar futuros problemas em decorrência desses fatos?

Não há dúvida que, lidar, conviver e trabalhar com pessoas, é uma experiência que devemos saber conduzir, até mesmo porque cada um possui sua personalidade, seus conhecimentos, enfim sua "bagagem cultural" e devemos saber respeitar isso, ou seja, respeitar as limitações e o ambiente (espaço) de cada pessoa, e partir desse momento estamos começando a executar essa difícil tarefa de convivência.

Mas qual a relação da auto-estima com as relações inter-pessoais?

A resposta é simples, quando a auto-estima de uma pessoa está baixa, esta se sente inadequada, insegura, com dúvidas, incerteza do que realmente é, com um sentimento vago de não ser capaz. Culpam os outros pelos próprios erros, encaram todas as críticas como ataques pessoais e tornam-se dependentes de relações doentes. Nesses casos, o melhor que se deve fazer, primeiramente é identificar se essa pessoa passou por algum tipo de frustração, perda ou outro acontecimento negativo que possa ter ocorrido, em seguida procurar de maneira agradável e sutil, conversar e conhecer um pouco mais dessa pessoa, sobre quais foram os motivos que levaram a esse fato.

Geralmente, a pessoa demonstrará resistência, principalmente se o indivíduo não possuir vínculo com a mesma. Entretanto, mesmo diante de qualquer eventualidade, o indivíduo deverá demonstrar paciência e oferecer uma espécie de "ombro amigo", pois, se cada vez que nos depararmos com situações como essas e reagirmos de forma indiferente ou agressiva a situação só tende a piorar.

Logo, a auto-estima também influencia na escolha dos relacionamentos. Aqueles com elevado amor-próprio em geral atraem pessoas com a mesma característica, gerando uniões saudáveis, criativas e harmoniosas. Já a baixa auto-estima acaba atraindo ou mantendo relacionamentos destrutivos e dolorosos.

Existe também uma relação direta e muito importante entre desempenho profissional e auto-estima, uma vez que, um indivíduo com segurança, confiança que busca a auto-realização, saberá impor corretamente suas opiniões de maneira que venha acrescentar à Organização.

Diante disso, o papel do gestor de RH, torna-se crucial neste processo, identificando e corrigindo possíveis casos de auto-estima baixa, o que gera desmotivação, e consequentemente perdas à empresa.

Até a próxima.
Elizabete Algazal.

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